Casa de Manuel Bandeira em Teresópolis avança para tombamento e reacende debate sobre memória do cultural

Olá, Teresinhos e Teresinhas, 

Hoje eu falo como alguém apaixonado por arte. E, pra mim, a literatura é uma das manifestações artísticas mais potentes.

Por isso, não tem como não celebrar a movimentação para o tombamento da casa que pertenceu ao poeta Manuel Bandeira, em Teresópolis.

A casa fica na Rua Antônio Santiago, no bairro Agriões, e foi refúgio do poeta por muitos anos um espaço de vida, criação e memória.

E não é pouca coisa:
Manuel Bandeira produziu parte importante da sua obra na cidade.

Ele chegou a Teresópolis ainda jovem, com apenas 16 anos, e mais tarde voltou já na velhice, buscando tratamento para a tuberculose.
Aqui, construiu uma relação afetiva com a cidade. Frequentava eventos, caminhava pelas ruas e viveu momentos importantes da sua trajetória.

E aí entra um ponto sensível:
Teresópolis ainda falha na preservação da sua própria história.

São poucos registros, pouca valorização e pouco conhecimento por parte da própria população sobre figuras e espaços que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade.

O Decreto nº 6.627, de 20 de março de 2026, representa um avanço nesse sentido.
A casa, adquirida por Bandeira em 1966, ainda mantém características originais da sua arquitetura, o que reforça ainda mais o seu valor histórico.

É um passo importante.
Mas também é um lembrete: ainda temos muito a fazer quando o assunto é preservar memória.

Celebrar Manuel Bandeira é celebrar a arte.
É valorizar a literatura.
É reconhecer o poder das coisas simples.

Porque aquilo que nem Freud explica… Teresa tenta.

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